quarta-feira, 9 de maio de 2018

BRT perde a roda e acidente causa pânico na Zona Oeste

Caso aconteceu na noite desta terça-feira. Até o momento, não há registro de feridos



Acidente aconteceu com ônibus da linha 15 (Paciência - Recreio)

Acidente aconteceu com ônibus da linha 15 (Paciência - Recreio) - 
Rio - Um ônibus articulado do BRT TransOeste  da linha 15 (Paciência - Recreio) perdeu a roda, na noite desta terça-feira, e deixou passageiros em pânico na Zona Oeste. O acidente aconteceu próximo à estação Embrapa, na Avenida Dom Joao VI. Segundo os usuários, o veículo estava em mal estado de conservação. Até o momento não há o registro de feridos.
Em relato enviado ao Whatsapp do DIA (98762-824), o passageiro Bruno Armstrong descreveu o momento do acidente. "Peguei o ônibus na estação Salvador Allende e um pouco depois o pneu estourou e a roda saiu. O eixo arrastou no asfalto, o motorista abriu a porta e todos se jogaram na grama e gritavam. Foi desesperador", disse.
Ainda segundo o passageiro, a falta de manutenção nos veículos da linha é visível. "O consórcio e as empresas do BRT dizem que é culpa dos usuários, mas muitas coisas são falta de manutenção da empresa. Um pneu sair da roda não pode ser culpa da população. Isso poderia ser muito grave", finalizou Bruno.
"Todos os ônibus da linha 15 estão em péssimas condições, são uma bomba relógio. O ônibus estava fazendo um barulho estranho, estava superlotado, logo após o túnel a roda soltou e causou desespero total", relatou Igor Melo, que também estava no veículo.
Procurado pelo DIA, o Consórcio do BRT confirmou o acidente e ressaltou que a situação é crítica nos corredores de transporte. "A roda de um articulado do BRT se soltou na noite de hoje, perto da estação Ctex. Os passageiros foram transferidos para outro articulado e o carro levado para reparo. Importante ressaltar que a situação é crítica nos corredores Transoeste e Transcarioca. Os buracos nas pistas comprometem equipamentos e mecânica dos articulados. Vale lembrar que a responsabilidade pela conservação da pavimentação na calha é da Prefeitura e que já enviamos diversos ofícios ao órgão gestor solicitando providências", informou a empresa, em nota.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Linha que deveria ter 27 ônibus circula com apenas um na Zona Oeste do Rio

Leandro Silva já recorreu ao MP duas vezes para pedir a regularização da 366 (antiga S-14) e 398

Na sexta-feira passada, a estudante de Direito Dominique da Costa Souza, de 19 anos, chegou no ponto final do 366, antigo S-14 (Campo Grande-Tiradentes), às 15h30, mas só conseguiu embarcar no ônibus que a levaria para a faculdade, na Lapa, no Centro do Rio, às 17h20. Para não chegar atrasada no trabalho, onde pega às 14h20, a atendente de telemarketing Roseane Cristina Vieira, de 22 anos, usuária do 398, que faz o mesmo trajeto, sai de casa todos os dias com pelo menos três horas de antecedência. Esse é o tempo médio de espera nas paradas, desde que empresa retirou a maioria dos veículos das ruas, segundo as queixas dos usuários.
Despachantes confirmaram que nesta segunda-feira estava circulando apenas um ônibus da 366 e três da 398. Uma consulta pela internet ao sistema de dados abertos da prefeitura, que utiliza informações do GPS dos veículos, comprova o que disseram os rodoviários.Uma planilha atualizada em fevereiro e disponibiliza no site da prefeitura aponta que a frota determinada para a primeira linha é de 27 veículos e da segunda, de 16 carros. Mas não é isso que se encontra nas ruas.
— A situação é pior à noite e nos fins semana, quando os ônibus somem por completo — reclama o operador de caixa Leandro Silva, de 34 anos, morador de Campo Grande.
O passageiro contou que o problema vem de longe, mas se agravou a partir do último dia 20. Cansado de esperar por uma solução, partindo da empresa ou da prefeitura, o rapaz entrou com duas ações na Justiça, por meio do Ministério Público. Em ambas ele pede a readequação da frota, a regularização dos horários e que as linhas sejam assumidas por outra empresa em condições de operá-la de maneira mais satisfatória para os usuários.
— É uma situação que me prejudica muito. Não dá nem tempo para estudar em casa, por que passo a maior parte do tempo na rua — se queixa a estudante Dominique que sai de casa por volta das 15h para não chegar atrasada na facukdade, como aconteceu ma sexta-feira.
Dominique da Costa amargou espera de quase três horas na sexta-feira
Dominique da Costa amargou espera de quase três horas na sexta-feira Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
A jovem que mora em Santa Cruz depende de duas conduções: uma até Campo Grande e outra de lá para o Centro. O trem seria uma boa opção, mas como ela é usuária do Bilhete Único Carioca Universitário só pode fazer as quatro viagens de ida e volta em ônibus municipal. A SuperVia suspendeu o benefício da integração com os trens em junho do ano passado, alegando concedia o desconto por “mera liberalidade”, já que não recebia subsídio para isso nem era obrigada pela Lei Municipal 5.211, que criou o BUC.
No Centro, o técnico de enfermagem Walmir Souza, de 58 anos, que trabalha no Hospital Souza Aguiar, já considerava a hipótese de pegar outra condução, após cerca de 40 minutos de espera pelo ônibus que o levaria de volta para casa, em Campo Grande. O vendedor Pedro Elói Gomes Tavares, de 69 anos, morador do Centro que ia à Zona Oeste visitar clientes pensava fazer o mesmo. No período em que o EXTRA esteve no local passaram pelo menos dois frescões, da mesma empresa, mas cuja tarifa é de R$ 14.
No ponto final de Campo Grande, onde o EXTRA permaneceu por cerca de uma hora, a situação não foi muito diferente. Nesse período chegou apenas um coletivo da 398, por volta das 11h40. Dessa vez Roseana deu sorte. Ela havia acabado de chegar, mas nem sempre é assim. Já na parada do 366, nem sinal do ônibus. A fila que começou com três pessoas — entre elas a estudante Dominique — não parava de crescer. Os primeiros a chegar, amargavam uma espera de quase uma hora.
— A linha já era problemática na época em que era de outra empresa e ainda se chamava S-14. Não era ruim, mas também não era tão boa. Mas com o tempo, a situação mudou. Passou a circular com poucos carros, intervalos longos e ônibus em mau estado de conservação. Depois dessa polêmica do não reajuste das passagens ficou pior. Os veículos começaram a sumir. Hoje, quem dependia da linha vai buscar outras opções, como o trem — exemplifica Leandro, que trabalha no Méier, e disse já ter ficado de 21h20 até quase uma hora da manhã do dia seguinte esperando no ponto pelo 366.
Ainda segundo Leandro, as linhas são importantes porque são as únicas de ligação do bairro com o Centro que passam pela Estrada do Mendanha (a 366) e Estrada da Posse (398). Estas linhas são também a opção mais rápida para chegar ao Centro, porque a maior parte do trajeto é feito pela Avenida Brasil, beneficiando ainda moradores de bairros que margeiam a via, como Vila Kennedy, Bangu e Realengo.
A Secretaria Municipal de Transportes informou que o consórcio Santa Cruz, responsável pelas 366 e 398 já foi autuado 15 vezes, de janeiro até agora, por circular com frota estas linhas abaixo do determinado. Cada multa aplicada desta natureza é de 520 Ufir-Rj (cerca de R$ 1.700). Procurado, o Consórcio Santa Cruz respondeu apenas que as linhas 366 e 398 estão com operação comprometida e que "as empresas de ônibus enfrentam a maior crise já vista no setor."


Pontos das duas linhas vazios no Centro, onde placa na parada do 366 ainda é da antiga S-14


Fonte: https://extra.globo.com/noticias/rio/linha-que-deveria-ter-27-onibus-circula-com-apenas-um-na-zona-oeste-do-rio-22660837.html

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Funcionários de empresa de ônibus da Zona Norte entram em greve

Profissionais da Viação Rubanil pedem pagamento de salários atrasados, além de férias e 13º



Rio - Funcionários da empresa de ônibus Rubanil, que circulam na Zona Norte do Rio, entraram em greve na madrugada desta quinta-feira. Os trabalhadores da viação alegam diversos problemas, como atrasos no pagamento de salário, auxílio alimentação, férias e décimo-terceiros.
Em nota, a Rubanil, que além da viação de mesmo nome também integra as viações Transportes América e Madureira Candelária, confirmou que há uma paralisação parcial de seus funcionários e que as operações estão comprometidas.
Sobre as reivindicações dos trabalhadores, a empresa culpou o congelamento das tarifas como um dos problemas para os atrasos e ressaltou que "o setor de transporte por ônibus no Município do Rio enfrenta a maior crise de sua história".
Nas redes sociais, moradores da região onde os ônibus da empresa circulam demonstraram apoio a paralisação e ressaltaram a precariedade no serviço oferecido.
"Canso de ver B73(s) e B19(s) sucateados. Não tem mais pastilha de freio de tanto desgaste e nenhum manutenção. Quando o onibus freia,faz um barulho altÍssimo de metal com metal em atrito. Baratas a bordo, todo quebrado e sem ar. Não sei nem como que essa linha funciona", escreveu um usuário de uma das linhas.

Decreto que permite livre circulação de vans é suspenso pelo TJ

Secretaria disse que fiscalização será reforçada para verificar se decisão está sendo cumprida



Operação contra milícia apreende várias vans e kombis em Santa Cruz, na Zona Norte do Rio

Rio - O Tribunal de Justiça do Rio determinou, nesta sexta-feira, a suspensão de um decreto que permitia a circulação de vans e kombis em itinerários diferentes dos determinados pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). A medida, que valia desde fevereiro, era avaliada por uma comissão que verificava os trajetos feitos pela pasta para os veículos cadastrados no serviço de transporte complementar.
Em nota, a SMTR destacou que a fiscalização será reforçada para verificar se a decisão judicial está sendo cumprida por parte dos permissionários.  No início de abril, Crivella anunciou que liberaria vans nas linhas em as empresas não estariam colocando ônibus suficientes. Entre as rotas em que os passageiros reclamam de falta de veículos, estão a 398 e 366 que ligam o bairro de Campo Grande, na Zona Oeste, ao centro. A espera dos passageiros nestas linhas chega a ultrapassar uma hora.
"Essas linhas são de extrema importância para quem precisa ir de Campo Grande ao Centro. Agora temos que ir até Bangu, e de lá pegar outro para o Centro. Mais baldeação e mais lotação. Tirando essa opção, só temos o ônibus executivo que faz o mesmo trajeto, mas nem todo mundo tem condições de pagar a tarifa dele", desabafou o operador de caixa, Leandro Silva, de 34 anos. A SMTR afirma que já multou o consórcio operador das linhas 15 vezes de janeiro a abril deste ano.
O desembargador Celso Luiz de Matos Peres concedeu liminar em ação movida pela Rio Ônibus, o sindicato das empresas de ônibus, que questionou o decreto do prefeito. As empresas alegam que o problema de falta de veículos se dá porque as empresas não conseguem arcar com a manutenção com as atuais tarifas, que, segundo as companhias, estariam defasadas.
Desde o início de 2017, quando a prefeitura suspendeu o reajuste anual, a Justiça já determinou duas reduções de R$ 0,20 no preço da passagem, uma delas foi anulada depois. O valor atual é de R$ 3,60.
Paralelamente, o transporte alternativo irregular foi alvo de operação recente da polícia. Principal fonte de renda dos milicianos, mais de 30 vans foram apreendidas na quarta-feira (25). Faltou reboque para levar os carros e os próprios policiais tiveram que conduzir a frota para o Pátio Legal do Detran, em Campo Grande.
Segundo o delegado Fábio Barucke, diretor de Polícia da Capital, uma investigação apontou que o transporte alternativo responde por 70% do faturamento dos criminosos. "A extorsão cometida por esses milicianos nas vans é a sua maior renda. Investigamos alguns pontos controlados pela milícia. Existe van irregular que paga contribuição regular à milícia. Assim, como as vans legalizadas também são obrigadas a pagar. E tem vans que são de propriedade da milícia e eles não precisam extorquir", explicou Barucke, garantindo que a polícia fará novas ações para quebrar outros braços financeiros, como a distribuição de gás. "Estamos verificando também centrais de distribuição de TV e Internet", afirmou o delegado Barucke.
Para Barucke, a operação corroborou as investigações. Ele citou a extorsão aos artistas de rua para exemplificar que nada escapa à sanha dos milicianos. "A pessoa que fica no sinal, em Campo Grande, fazendo arte, também paga por esses pontos à milícia", questionou o delegado.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Sucata sobre rodas: ônibus do Rio rodam com bancos soltos e sofrem panes frequentes

Ônibus da linha 892 com assentos soltos e bancos pichados

Pneus carecas, bancos soltos ou quebrados, elevadores para cadeirantes com defeitos e muita sujeira. Apesar de a frota do Rio ser relativamente nova — a média de vida útil é de 5,3 anos, segundo a prefeitura —, problemas como esses, relatados pelos usuários e constatados pelo EXTRA, denunciam a má conservação dos veículos. Embora haja queixas de passageiros de outros pontos da cidade, a situação é pior nos bairros da Zona Oeste.
Dos 7.160 ônibus que compõem a frota municipal, 132 não deveriam mais estar nas ruas por já terem ultrapassado o tempo máximo de vida útil, que, de acordo com o contrato assinado com os consórcios em 2010, é de oito anos. Mas, mesmo veículos “dentro da validade” apresentam graves problemas mecânicos e de falta de manutenção.
É o caso de um ônibus da linha 885, em Santa Cruz. Segundo o motorista, que não quis se identificar, o veículo fabricado em 2011 deixa de circular pelo menos três vezes por mês devido a problemas mecânicos. Na última vez, quinta-feira passada, o EXTRA flagrou a pane.
— É complicada a situação desses ônibus. Pelo trajeto, que é longo, deveriam ser mais confortáveis, mas é só sucata — reclama o passageiro Cristiano Apolinário, de 20 anos.
Um dos casos mais graves observados pelo EXTRA foi num ônibus da linha 892, no mesmo bairro, com bancos soltos e sem encosto. O problema da frota se reflete em longa espera no ponto. Em Campo Grande, os passageiros da 825 se queixam: dos quatro coletivos que pararam no período de uma hora e meia, dois apresentavam problema mecânico, um deles no elevador de cadeirantes. Além disso, alguns micro-ônibus que deveriam ter ar-condicionado, rodam com janelas abertas pois o equipamento está com defeito.
Ônibus da linha 885 pifou e foi levado para a garagem

A aposentada Aldenora Alves Oliveira, de 65 anos, moradora de Pedra de Guaratiba e usuária do 885, conta que já reclamou da situação com um motorista.
— Entrei no ônibus e perguntei para o motorista por que o veículo estava tão sujo. Ele me respondeu, com ironia, que tinha acabado o sabão. Eu disse que tinha acabado era a vergonha dos responsáveis pela linha. A sujeira é apenas um dos problemas que enfrentamos. É o que está mais à vista, mas não é só isso. É um absurdo a situação desses ônibus. Eles estão muito ruins por falta de manutenção, e quem mais sofre somos nós, os passageiros. Dão defeito a toda hora, por isso demoram tanto. Chegar no ponto e sair logo é questão de sorte — desabafa.
Aviso de parada no grito
Moradora da Estrada Vitor Dumas, em Santa Cruz, a dona de casa Paula Ganjão, de 43 anos, já sabia que quando estivesse perto de descer do ônibus 892 o alerta para o motorista parar seria no grito. A falta da corda da campainha era só um dos muitos problemas. A passageira ficou surpresa também ao deparar com um banco sem encosto e outro com o assento solto, na parte traseira . Isso sem falar nas inúmeros pichações tomando até o teto do veículo. O motorista culpou os estudantes pelo vandalismo. A usuária discorda.
— É falta de manutenção. A gente precisa trazer as crianças para a escola e não tem conforto nenhum. Tem que trocar a frota. Não é culpa dos passageiros. Essa linha já teve ônibus com ar-condicionado, mas sumiram todos. Hoje é só carro velho — afirmou.
Uma consulta no sistema do Detran pela placa do veículo mostra que ele também está com a vida útil em dia, apesar do mau estado de conservação. O coletivo foi fabricado em 2012. Além da longa espera, os passageiros do 825, que mofaram no ponto final em Campo Grande, ao serem deixados para trás por três ônibus que apresentaram problemas, embarcaram no quarto coletivo, que também não era dos melhores em termos de conservação. O veículo estava com vários bancos soltos, conforme reclamaram as passageiras Denise Pinho de Barros, de 59 anos, e Edilene da Silva, de 45. Em Marechal Hermes, usuários da 738 também reclamaram do sucateamento da frota.

Denise e Edilene mostram assentos do 825

Respostas
A Secretaria Municipal de Transportes informou que o consórcio responsável pela operação dos ônibus da Zona Oeste foi autuado 16 vezes por má conservação da frota somente nos últimos meses.
O Consórcio Santa Cruz informou que as empresas que operam as linhas citadas “estão entre as que mais sofrem com a pior crise econômica já enfrentada pelo setor de transporte por ônibus do Rio” e têm perdido a capacidade de investir na frota por não conseguirem repor os custos básicos.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Rodoviários da Estrela Azul fazem paralisação

Funcionários alegam que acordo entre o sindicato da categoria e os representantes das empresas em audiência de conciliação no TRT não foi cumprido nesta quarta-feira, quando deveriam ser pagos os salários atrasados e 13º, além de férias



Rodoviários da Estrela Azul fazem paralisação

Rio - Funcionários da Transporte Estrela Azul, que opera nove linhas que ligam as zonas Norte e Sul do Rio, realizam uma paralisação na porta da garagem da empresa de ônibus no Sampaio, na manhã desta quinta-feira. Os veículos são impedidos de sair pelos manifestantes que estão no local.
Rodoviários cruzaram os braços após um acordo feito entre o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb) e os representantes das empresas em audiência de conciliação no TRT não foi cumprido nesta quarta-feira, quando deveriam ser pagos os salários atrasados e décimo terceiro, além de férias.
A Transportes Estrela Azul, através do Rio Ônibus, sindicato das empresas, informou que está em negociação com os rodoviários que realizam a paralisação e impedem os ônibus de sair da garagem.
Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes disse que a fiscalização será reforçada para verificar possíveis irregularidades por conta da paralisação e reforçou que os consórcios têm obrigação contratual de manter os serviços de forma regular aos usuários, mesmo em caso de paralisações, sem causar prejuízo aos passageiros.
Quanto às reivindicações de atraso de pagamentos, disse que trata-se de questões trabalhistas que devem ser tratadas entre empresários e funcionários. "A SMTR não tem ingerência sobre o assunto (falta de pagamento de salários e benefícios), nem mantém relação com as empresas", finalizou.
Linhas operadas pela Estrela Azul:
292 - Castelo - Eng. da Rainha
SP-292 - Eng. da Rainha - Candelária (circular)
311 - Eng. Leal (Via Cavalcante) - Candelária (circular)
SP-311 - Del Castilho - Candelária (circular)
435 - Grajaú x Gávea (Via túnel Sta. Bárbara)
434 - Grajaú x Copacabana(Siq. Campos) (Circular-Via Lapa)
436 - Grajaú - Leblon (Via Rebouças)
464 - Maracanã x Copacabana (circular)
503 - Leblon - Gávea

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Crivella pode abrir licitação para novas empresas de ônibus

Prefeito tenta ainda acordo para que empresas voltem com linhas que estão fora de circulação. Ele afirmou que vai liberar vans onde não há ônibus


Prefeito Marcelo Crivella afirmou que vai liberar vans onde não há ônibus

Rio - O prefeito Marcelo Crivella afirmou que, se não chegar a um acordo para que empresas voltem com os ônibus que estão fora de circulação, vai abrir licitação para novas empresas. Entre as linhas que foram extintas estão 581 (Leblon x Cosme Velho) e 582 (Leblon x Urca). Já a 366 e a 368, que ligam Campo Grande ao Centro, demoram mais de uma hora para passar. Crivella disse ainda que vai liberar vans onde não há ônibus.
Em entrevista ao Bom Dia Rio, o prefeito destacou que a licitação seria aberta também para viações de outros estados e até internacionais. "Estamos não só multando as empresas, mas conversando, tentando calcular uma tarifa justa", completou.
Crivella explicou que o sistema de consórcio se mostrou ineficaz e não funcionou para os passageiros, já que eles não tiveram mais ônibus à disposição na cidade e com tarifas mais baratas. Para o prefeito, o atual modelo promove "o canibalismo" entre as empresas.
“Com esse modelo, temos o risco do monopólio. Mas a situação está sendo monitorada e, em breve, no próximo mês ou um pouco mais teremos uma solução. As empresas não têm mais poder político como anteriormente. A vitória da lei do trocador é uma prova disso. A classe política e a gerência técnica é que têm voz de mando”, disse o prefeito.